Em cinco dias de desfiles, 24 grifes lançaram as coleções do outono-inverno 2012, na 20º edição do Fashion Rio. Nesse post especial , vou apresentar as tendências da passarela carioca.
A marca Maria Bonita Extra foi para mim um dos melhores desfiles do Fashion Rio, a marca teve como ponto forte a transparência e o desfile foi uma retrospectiva nos 21 anos de existência da marca para revisitar seus principais clássicos. Toda a graciosidade da grife passou pela passarela em saias, vestidinhos, babados, sempre valorizando a feminilidade.
O lurex pontua a coleção romântica e feminina como nesta blusa de tricô com fio metalizado azul e short balonê de organza. Dentre os lindos looks da marca esse foi para mim o mais lindo e que destacou bem sobre o que a marca queria retratar no desfile.Além disso o sapato arrasou totalmente.
A marca Espaço Fashion teve como ponto forte a Geometria déco, o desfile fez referência ao estilo arquitetônico dos prédios do Rio, que estampam macacões e vestidos. Podemos dar destaques para a série de looks pretos com laranja , que encerrarão o desfile.
Bianca Marques estreou com o pé direito no Fashion Rio . a estreia foi marcada por uma variedade muito grande de tecidos, comprimentos, silhuetas. A gente ficou meio sem saber qual a identidade da coleção.Bianca se inspirou no ballet e teve a presença de Ana Botafogo no desfile. Estava presente na coleção os tules, pérolas e brilhos, as saias volumosas e collants e as estampas de cisnes. Numa alusão ao Cisne Negro, e ao lado obscuro "da força", também havia veludo preto e tons de cinza.Além disso todos os looks da marca merecem destaque, porque todos estavam deslumbrantes.
Acho incrível quando misturas pouco prováveis são bem sucedidas. Tanto na moda, quanto na cozinha, quanto na decoração. No caso das Filhas de Gaia,a mistura improvável foi da África com o Japão, e resultou em uma coleção única e super linda, que transborda de referências dos dois lados, mas em nenhum momento fica caricato. Alinha as formas mais simples e alongadas da vestimenta japonesa. com estampas e maxi colares que nos remetem a cultura Africana.
Ainda bem que a Cantão largou um pouco das estampas étnicas, daquela mistura de mais de um tipo no mesmo look e toda aquela poluição visual. Já estava cansando, né? E compensou muito, pois a coleção apresentada para o Inverno-2012 está linda! Ela tem a cara do conforto, com modelagens soltinhas tecidos confortáveis e quentinhos. Claro que, ao final, algumas estampas surgiram, mas sem exageros e sempre combinadas com peças lisas.
A marca Ausländer se inspirou no próprio inverno, e trouxe uma das coisas mais clássicas quando pensamos naquele friozão de rachar( o bom e velho cobertor xadrez!)como um dos carros-chefes. Ele apareceu em peças de roupas, como ponchos e saias e deu uma cara de quentinho instantânea para a coleção. E o veludo molhado voltou novamente com tudo!!Será que a tendência vai conseguir fazer o seu retorno mesmo??
Por sinal, a modelo Daisy Lowe foi o rosto da vez e desfilou para a Ausländer. A marca, que na última temporada trouxe Zombie Boy e Andrej Pejic para a passarela, encerrou a edição de Inverno 2012 do Fashion Rio com mais uma convidada de peso.
Inspirada no ser humano, a OEstúdio trouxe uma coleção que brincava com proporções pra a passarela do Fashion Rio. Ora leves e suaves, ora estruturadas e pesadas , e muitas vezes as duas coisas em um único look, as peças faziam referência a ambiguidade e as muitas possibilidades de ser cada um de nós.
A Nica Kessler se inspirou em viagens, movimentos migratórios, mapas e pessoas que migraram, como os índios Delaware” (FFW). Trouxe muita estampa e cores fortes para a passarela, como o laranja, roxo, azul e vinho, em modelagens amplas e saias longas. Isso tudo combinado com blusões bem pesados e quentinhos.
Os modelos fluidos e leves, bem soltos e (aparentemente) muito confortáveis, todos muito elegantes, foram a aposta da Andrea Marques. Somado a isso, algumas peças mais estruturadas e saias e camisas em composições bem lady-like fizeram a coleção de Inverno 2012 da estilista. O único problema, até bem comum no Fashion Rio, é que a gente não viu muito inverno aí.
Giulia Borges se inspirou nas “antique dolls“, aquelas bonecas meio realistas, muito assustadoras, que a gente ainda não sabe muito bem porque existem. Haha. Mas como a estilista mesmo afirma, “diante do encantamento e do medo despertado pelo primor e fantasias”, o medo faz parte sim desse universo, e não só pra gente. Ainda assim, o que nos encantou de verdade foi ver a coleção em zoom, já que cada peça foi feita com detalhes e primor (sic) indescritíveis.
Com uma coleção com muito preto, branco e cinza, e pontuada por toques de vermelho e azul, Walter Rodrigues abriu o quarto dia de Fashion Rio. A sua grande inspiração foram os personagens do fotógrafo alemão que viveu, lutou e fotografou durante as duas guerras mundiais, e no filme White Ribbon (que se passa na Alemanha, pouco antes da Primeira Guerra), e isso se refletiu nas formas mais amplas, menos marcadas e looks mais sóbrios. A gente dá a dica de conhecer melhor o trabalho do fotógrafo (que colocamos um pouquinho aqui) e ir atrás do filme, porque vale a pena.
A Ágatha está resgatando o veludo, material esquecido (e até menosprezado) por muito tempo, mas o fez de uma maneira inovadora e que traz um novo respiro e conceito para o mesmo: ele veio não só apenas como tecido de roupas, mas também como matéria-prima para o tricô de várias peças. Atenção para o veludo molhado, que está há algumas temporadas ensaiando o seu retorno.
Adorei as estampas de estilo retrô com muitas formas geométricas, e achei que eles conseguiram deixar looks que tinham tudo para se tornar tediosos e “quadrados”, super modernos, divertidos e até mesmo elegantes.
A New Order buscou inspiração para seus acessórios na aviação futurista, mas como ela era vista nos anos 60. Os motivos eram percebidos através de referências como cartões de embarque nas alças de sacolas, bolsa em forma de revista, etc.
A Coca-Cola Clothing trouxe a inspiração nos astronautas e acabou apresentando peças que parecem ser como as pessoas do passado nos imaginavam no futuro, com roupas metalizadas, etc. Nos looks masculinos, a referência ficou bem literal.
A 2nd Floor abriu os trabalhos do segundo e apresentou sua coleção inspirada em Robin Hood. Peles estavam por toda parte, compondo saias, casacos, vestidos. Imagens de animais estampavam peças brancas. O chapéu fez jus ao tema, mas adoramos mesmo o detalhe das flechas que uniam os dois lados da gola nas camisas.
Nas coleções da Coven, o que faz a diferença são os trabalhos artesanais, cheios de detalhes. Ainda bem que o FFW nos permite ver tudo assim, bem de pertinho, para compreender melhor o quanto é trabalhada uma peça da Coven.
A Melk Z Da trouxe coleção quase monocromática – o rosa antigo também apareceu e o caramelo-, mas o destaque foi das modelagens diferenciadas e cortes inusitados. Os tecidos deixaram as peças estruturadas, parecendo realmente com roupas de boneca (o tema eram as bonecas de barro).
É a segunda temporada em que Alexandre Herchcovitch desfila com a Herchcovitch, sua marca focada em jeans. Se criar uma coleção com foco em algo tão batido como jeans parece desafiador, nas mãos de Alexandre o resultado é sempre surpreendente. Ele prova que mesmo o jeans pode ser sempre reinventado. Nessa coleção, o destaque ficou com as lavagens escuras, os desbotados (em azul ou camelo), camuflados coloridos ou preto e branco e os respingados de tinta, que lembram os macacões sujos de tinta usados por artistas.
As caveiras, que já fazem parte da identidade do estilista, estiveram presentes novamente. Padronizadas, o desenho era sempre mantido, mudando as cores e materiais. Uma novidade apresentada durante o desfile foi a parceria com a MCD, para quem Alexandre criou uma linha de pranchas e skates.
A Acquastudio trouxe duas tendências que são super aposta para o inverno: as saias lápis e os tecidos metalizados. Tanto em roupas quanto acessórios, os metalizados vão estar por toda parte. A marca apostou na silhueta cinquentinha, com cintura marcada, super feminina.
Às vezes ouvir que a marca usou referências orientais já nos leva à imagem de kimonos de gueixas e coisas que até no Japão seriam caricatas demais para vestir. Neste caso, a Patachou soube unir as referências clássicas da cultura japonesa com outras modernas, como o couro, os metalizados e comprimentos assimétricos. Ficou muito chique!
A Alessa fez uma coleção maravilhosa com estampas desenvolvidas a partir de fotos de tapetes. As modelagens e o styling tornaram impossível a assimilação das peças com estampas de tapete. Até brincamos que agora, se alguém disser que sua roupa parece um tapete, pode dizer que é tendência!
A TNG, como já era de se esperar, trouxe dois destaques da atual novela das 21h. Geralmente quem participa dos desfiles da grife é o casal central da trama, mas dessa vez escolheram a vilã Carolina Dieckmann e Marcelo Serrado, que está fazendo sucesso com o personagem Crô.
Créditos: http://www.fashionizese.com.br


























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